sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Subprodutos

O dinheiro, principal combustível do sistema econômico ao qual estamos inseridos, vem gradativamente sendo o motivo que acarreta no fim de relacionamentos amorosos, amizades antigas, parcerias musicais e relações entre pessoas nos seus ambientes de trabalho.
A busca incessante por um alto status econômico está deixando em segundo plano conceitos básicos de uma boa convivência social como companheirismo e ética. Tais características quando deixam de existir em um ambiente de trabalho, de certo será questão de pouco tempo para acontecerem os primeiros conflitos entre os que disputam ferozmente uma ascensão no trabalho. A idéia de “concorrência saudável”, caracterizada por um desenvolvimento uniforme da empresa e consequentemente, dos seus colaboradores, dá lugar a uma verdadeira guerra interna em prol da própria evolução.
Um claro exemplo são as lojas que estipulam metas de vendas mensais para os seus empregados e gratificações por vendas realizadas após atingir tais metas. Basta um cliente adentrar o recinto, para muitas vezes a ordem de atendimento ser deixada de lado, e ser travada uma verdadeira corrida para alcançá-lo, não deixando nada a desejar às mais conceituadas provas de atletismo.
Tal tipo de alienação inerente ao capitalismo, remonta, em uma menor proporção talvez mas nem por isso menos assustadora, às cenas do clássico cinematográfico “Tempos Modernos” de Charles Chaplin. Em 1936, o diretor/ator dava seus passos para hoje em dia ser ter seus dotes visionários reconhecidos.
Em tempos em que o otimismo beirando a extinção, a crença predominante é que continuemos tendo nossos maiores desejos nas prateleiras de lojas.

Victor Balde

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