segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Realização de um sonho ou enganação?

Após o anuncio do programa do governo federal, minha casa minha vida, onde prevê a construção de milhares de casas em todo país para pessoas que não possuem renda ou até 10 salários mínimos, foi causada uma grande esperança principalmente para quem vive de aluguel e sonha com uma casa própria.

Mas e aí como obter uma casa? Se você estiver realmente disposto, terá que estar com paciência para suportar a correria para pegar uma senha. Em Sergipe não é diferente, quatro municípios foram beneficiados: Aracaju, Barra dos coqueiros, São Cristóvão e Nossa Senhora do socorro. Famílias se reservaram nas filas de um dia para o outro nesta esperança e até agora nenhuma notícia deste cadastro e menos ainda onde essas casas estão sendo construídas.

Isso parece muito mais com falsa promessa do que realidade de uma moradia própria e digna, meses se passaram e simplesmente as longas filas serviram apenas para criar expectativa e nutri a grande esperança que toma conta do povo brasileiro, do povo sergipano.

Porque não se planejar onde as casas seriam construídas, determinar tal local em cada município e assim concretamente tentar fazer realidade? Não se deve brincar com o povo, ou melhor, com os sonhos alheios, enganar pais de famílias, homens e mulheres trabalhadores que sobrevivem a cada dia só Deus sabe como.

E agora a quem recorrer? Para alguns há uma luz no fundo do túnel, já que no próximo ano é um ano de eleições. Mais um ano onde os salvadores da pátria vão aparecer levantando a bandeira da moradia. E até quando deixar-se enganar por pessoas que brincam de fazer política se utilizando o bem publico como verdadeiros trampolins para galgarem seus desejos pessoais?
Diante de acontecimentos como este não podemos cruzar os braços e deixar que se utilize da necessidade do povo para fazer política barata e desumana, este basta só será dado quando fizermos valer os nossos direitos e escolhermos representantes que buscam o bem comum de todos; mas até que essa consciência faça parte da humanidade essas promessas precisam ser cobradas.
Ceiça Dias (Maria da Conceição)
Universidade Tiradentes
Jornalismo-5º período

Políticas públicas para todos

Por Aline Bittencourt
A democratização do esporte para todos deveria ser uma das prioridades por parte das autoridades. O esporte como vetor para o direito à cidadania, à liberdade e educação; esporte como direito e não mais esporte como forma de "manipulação de opiniões".

É dever do Estado fomentar as práticas desportivas formais e não formais como direito de cada um. Aqui em Sergipe, há um trabalho em torno dessas políticas, encabeçado pelo secretário de Estado do Esporte e Lazer (Seel), Maurício Pimentel. "Torneios escolares, praças com campos de futebol e espaços para a prática de atividades físicas fazem parte do projeto do Governo Federal e aderido pelo Governo do Estado", revela o secretário de Estado do Esporte. A diretora executiva do Ministério do Esporte, Cássia Damiani, também ressalta que a prática de esporte é a preparação para conquistas culturaisque pode e deve fazer parte da sociedade.

A academia tem que acompanhar e avaliar o processo de das políticas púlbicas, assim o esporte deixa de ser somente uma "coisa" massificada. Participar e organizar ações sociais, acompanhando projetos do seu município, para pensar soluções para a implantação do esporte na comunidade ou instituição da qual se faça parte, é um direito e dever de todos.

"O esporte como inclusão social, nada mais é que a democratização de uma atividade para àquelas pessoasque não tem condições sequer, de mobilidade para políticas públicas", afirma Cássia. A implantação da prática esportiva nas escolas, além de proporcionar lazer, proporciona principalmente a inclusão de muitas crianças que poderiam fazer parte do índice de marginalidade no país.


Esporte é uma forma de elevar o conhecimento, é um forma de aprofundar uma área que foi desenvolvida enquanto conhecimento, conquistado pela humanidade. É importante que se conheça e saiba assistir um esporte, dar opinião, porque dessa forma você interage com o esporte e consequentemente ajuda na valorização do esporte como parte da nossa cultura.


Comunicação Social: Jornalismo
5º Período

Prêmio Nacional de Gestão Escolar valoriza escola estadual em Socorro

Apesar de apresentar índices baixos na educação, colégio estadual em
Nossa Senhora do Socorro é reconhecido como referência nacional. A escola estadual
Leão Magno Malta Brasil ganhou, no começo do mês, prêmio de referência
em Gestão Escolar.

O fato impressiona pessoas como seu Francisco Moura, Ex diretor e
professor do colégio Ateneu Sergipense. " Antigamente as escolas
públicas eram as mais concorridas pelas pessoas da sociedade, pois o
ensino era de boa qualidade e haviam recursos para os alunos estudarem ". A escola Leão Magno driblou 80 escolas de Sergipe que concorreram ao prêmio.

A instituição situada no conjunto jardim, região de poucos recursos
financeiros, tem qualidade de ensino, mas não é por causa do governo nem
da prefeitura de Socorro que eles tornaram-se referência em gestão
escolar. " Faço questão de manter dura disciplina militar e nessa instituição os alunos têm que seguir as regras rigidamente.", afirma Geilzo Bispo, diretor e professor da instituição desde 2007.

Fardados com blusa do colégio e calças jeans, os alunos não sendo permitido entrar na escola com bermudas ou calças curtas. Essa é uma série de normas que são aplicadas na instituição para manter o ensino e o aprendizado dos alunos, pois assim terão um futuro melhor.

O Diretor e professor, Gailzo bispo, irá viajar para os Estados Unidos da América (EUA) para, juntamente com 26 representantes de colégios públicos que irão representar suas federações. A viagem tem o objetivo de realizar intercâmbio entre os membros dessas escolas e os representantes de escolas americanas. Apesar da precariedade do ensino público no Brasil, existem instituições com novos modelos de gestão escolar e ensino de boa qualidade.


Renato Moura
5º periodo
Universidade Tiradentes

Projetos Políticos No Mínimo Diferentes

"Proposições excêntricas de deputados e senadores fazem o anedotário dos parlamentos de todos os países. No Brasil, há coisas tão extraordinárias como o projeto de um ex-deputado gaúcho que desejava “fazer justiça aos perus”, denominando também de presunto as coxas e sobrecoxas dessas aves porque sua carne era tão saudável quanto a do porco e portanto merecia o mesmo status. Para não ficar atrás, um deputado paulista propôs a criação do Dia da Refrigeração, argumento que seria de justiça “reconhecer a inegável importância do ar-condicionado e o papel da refrigeração como elemento chave do progresso e desenvolvimento da humanidade".


Político é um representante do POVO. Político quando eleito, deve fazer as leis em nome do povo. Político é empregado NOSSO.
Nenhum deles quando faz alguma coisa está fazendo um favor. Apenas cumprindo sua obrigação.
A gente assiste jornal, vê no nosso cotidiano quanta coisa precisa ser melhorada no Brasil e ninguém faz nada. Começando pelo sistema de saúde que é crítico, ou no mínimo, intrigante.

Quer mais? Desemprego. Embora a geração de empregos tenha aumentado nos últimos anos, ainda tem muito o que se fazer. Criminalidade. A violência está crescendo a cada dia, isso não é segredo pra ninguém.
Desigualdade social. Outra coisa que tem melhorado nos últimos anos, mas vá lá, ainda vivemos num país cheio de injustiça. Educação. Aí a lista é grande: falta professores, prédios em péssimas condições, falta material didático...

Daí vêm essas aberrações com projetos para fazer justiça aos perus e reconhecer a inegável importância do ar-condicionado? Só pode ser piada. E de muito mau gosto, diga-se de passagem.
Haveria de ter um jeito rápido de mandar embora de suas cadeirinhas confortáveis políticos que não se comportam como nossos empregados.

As eleições de 2010 se aproximam. Que os eleitores deixem de lado seus olhos de cego na hora de pressionar o botãozinho verde. Que votem com consciência. Que pensem uma, duas, três vezes.

É preciso extinguir esses políticos-aberrações.



Nayane Fontes,

Jornalismo, 5º período.

Universidade Tiradentes.

COTAS: A REALIZAÇÃO DE UM SONHO.



Ao falar de cotas, muitas pessoas se assustam e as opiniões se divergem. Seja racial, econômica ou econômico-racial, o assunto gera discussões.
Para muitos as cotas, nada mais são que uma forma preconceituosa de classificar a capacidade de um determinado grupo de pessoas, mediante a cor da pele ou classe social a qual pertencem. Todavia, para as pessoas que serão beneficiadas, o novo sistema torna possível a realização de um sonho.
As cotas são políticas implantadas ou patrocinadas pelo Estado com o objetivo de resgatar ou, no mínimo, conter os problemas sociais que subjugam as classes sociais e limitam o acesso destes as universidades públicas. O sistema funciona no sentido de compensar séculos de discriminação e preconceitos, abrindo oportunidades para os integrantes dessas minorias, o que é uma iniciativa louvável.
Felizmente, a Universidade Federal de Sergipe adotou para o vestibular de 2010, dentre outras políticas de ações afirmativas, as cotas. Segundo o reitor da UFS, Josué Modesto dos Passos Sobrinho, a aprovação do novo sistema representa um coroamento na tentativa de tornar a universidade mais inclusiva.
Na UFS, as políticas de ações afirmativas destinaram vagas para alunos portadores de deficiência, estudantes de escolas públicas, negros, índios e pardos. Dos 50% das vagas para alunos da rede pública, 70% serão destinadas aos que se declararem pardos, índios ou afro-descendentes. Sendo reservada ainda, uma vaga para portadores de deficiência em cada um dos cursos. O novo sistema representa sem dúvida, uma chance a mais para esses alunos ingressarem no ensino superior público.
Das 200 vagas existentes para os cursos de Direito e Medicina, apenas uma a quatro vagas são ocupadas por alunos advindos de escolas públicas, exemplificando a histórica falta de inclusão presente nas universidades.
As políticas afirmativas buscam garantir a formação superior a uma parcela da população que ocupa as camadas mais baixas da sociedade. Outro ponto positivo, é que para isso, os alunos não terão privilégios quanto à prova concorrendo, portanto, a todas as situações propostas aos candidatos. Sendo beneficiados, aqueles que tirarem as melhores notas, ou seja, que melhor se preparam ao longo do ano.
A medida é esperada com grande expectativa por aqueles que dela dependem para ver o seu sonho realizado. Estimasse que mais de cinco mil alunos da rede pública se inscrevam no processo seletivo 2010.
Para essas pessoas, as cotas representam a possibilidade de ingressar no ensino superior e de galgar um futuro melhor, uma vez, que muitos deles não possuem condições de arcar com os custos de formação em uma instituição particular.
O programa aprovado pelo Conselho do Ensino, da Pesquisa e da Extensão (Conepe) da Universidade Federal de Sergipe terá duração de dez anos e será nos cinco primeiros anos, após a formatura das primeiras turmas, submetido a avaliações. Uma junta deverá monitorar o funcionamento, avaliar os resultados e sugerir mudanças que possam vir a melhorar o sistema.
Sendo assim, esses grupos têm dez anos já assegurados, para galgar seu lugar ao sol. Um caminho de luta, dedicação e persistência, mas dessa vez com a certeza de que o ingresso no ensino superior público, não mais será sonho e sim uma realidade.


Autora: Carolina Caldas
5º período - Jornalismo.
Universidade Tiradentes

Pobre Futebol Sergipano

O futebol sergipano atravessa um dos seus piores momentos. A torcida que ano passado viu o Confiança próximo a Série B, agora se apega a um fio de esperança para levar o Club Sportivo Sergipe a terceira divisão do futebol nacional e salvar o ano de 2009.

A Associação Desportiva Confiança, por exemplo, mesmo com a conquista do bi campeonato estadual amargou maus momentos nas competições promovidas pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), primeiro foi a Copa do Brasil, quem acreditava no bom desempenho da equipe proletária, viu a agremiação do bairro industrial perder sua vaga para a fraca equipe do ICASA do Ceará que acabara de rebaixada para a segunda divisão daquele estado, depois veio o Campeonato Brasileiro da Série C, e mais um péssimo desempenho da equipe azul e branca culminando no rebaixamento para a quarta divisão.

Uma luz no fim do túnel se acende para salvar o nosso futebol de mais uma decepção, o Sergipe que disputa a Série D tem a oportunidade de ocupar a vaga deixada pelo Confiança e voltar para a terceirona, pois é, terceirona. Como já está na terceira fase da competição, a equipe rubra joga sua sorte na disputa por um lugar na Série C do próximo ano. Após passar pelas duas primeiras etapas do campeonato, o vermelhinho entra na disputa por uma das quatro vagas da fase final.

A que ponto chegou o nosso futebol, torcer para ascender a terceira divisão, diferente dos nossos vizinhos alagoanos que vibram com o acesso de uma equipe do interior para a Série B, o ASA de Arapiraca.

O que fazer para resgatar a hegemonia do futebol sergipano, mudar os dirigentes da federação e dos clubes? Maior investimento dos governantes? Seria esse o caminho correto?Enquanto não houver uma mobilização geral por parte de dirigentes, governantes e torcedores no sentido de promover uma ampla discussão dos aspectos a serem melhorados para esse resgate, não passaremos da quarta divisão. Ficará apenas a lembrança de jogos memoráveis, onde Confiança, Sergipe e Itabaiana representaram um dia esse futebol no cenário nacional com memoráveis partidas e grandes arrecadações.


Iggor Cleyver
Universidade Tiradentes
Jornalismo - 5º Período

PEGA OU NÃO PEGA?

É proibido fumar, diz o aviso que eu li, é proibido fumar, pois o fogo pode pegar. Quem nunca ouviu está música, ela está virando moda em nosso Estado. Depois do Estado de São Paulo ter aprovado a lei Antifumo em Abril deste ano, os outros Estados passaram a seguir o mesmo modelo, prova disso, é que os políticos sergipanos já começaram a se articularem para colocar em pauta o projeto de lei que regulamenta a utilização do cigarro ou derivados do tabaco em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados, como áreas internas de bares e restaurantes, hospitais, cinemas, áreas de trabalho, além de áreas comuns fechadas de condomínio. A proposta foi aprovada em primeira discussão pelos demais parlamentares no começo do mês de agosto.

O projeto de lei voltará a pauta da sessão para nova analise, depois disso, a proposta deve ser discutida pelas comissões da Assembléia Legislativa. Se aprovada nas duas discussões, será encaminhado para a avaliação do prefeito de Aracaju.
Alguém ai se habilita em afirmar que está lei vai pegar? Isso não se tem certeza, uma vez que no Estado já existe a lei nº 1.650 de 27 de novembro de 1990, de autoria do atual presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Emanuel Nascimento, que prevê a criação de espaços reservados para fumantes e não fumantes. O que se sabe é que continua do mesmo jeito.

Infelizmente esta lei como tantas outras não pegou, sabe por quê? Não houve um maior rigor na fiscalização por parte dos órgãos competentes, além da falta de mais efetivos de profissionais e de equipamentos necessários que fosse possível detectar a presença de monóxidos de carbono (químicos presentes no conteúdo do tabaco) nos ambientes.

Ah, já ia me esquecendo de falar das pessoas que mais se beneficiariam se a lei realmente fosse cumprida. O que se houve falar é que o uso do tabaco faz mal a saúde dos fumantes, pois inalar um maço de cigarros por dia durante mais de 10 anos, rouba em média 5 anos de vida do fumante, sem contar com a dificuldade em parar, ocasionado pelo vício. No entanto é importante se frisar que o mais prejudicado neste jogo, são os fumantes passivos, ou seja, os que inalam a fumaça sem utilizar o cigarro. Não a nada pior que se estar em um local agradável e sentir o odor do cigarro, fora os problemas de saúde adquiridos com a constante inalação.

Os que fumam, defendem a tese de que os incomodados que se retirem do local, ou até mesmo que o cigarro está fazendo mal somente a ele próprio. Entretanto, ninguém é obrigado a se retirar de um estabelecimento por causa de um fumante, mas sim, poder ter o direito de não inalar a fumaça dos outros. Agora o que nos resta é esperarmos para ver se a lei vai cair no esquecimento ou vai pegar.



Aisla Vasconcelos
5º Periodo
Universidade Tiradentes

Cobrança de estacionamento é ilegal!

Banheiros de rodoviárias, universidades e parquímetros. Será que a população sergipana também terá que pagar agora pelo estacionamento dos shoppings centers da cidade? Essa é uma questão que tem atormentado os consumidores sergipanos. Afinal, quanto custa sair de carro nos dias de hoje? Combustível, manutenção, seguro e o tal do estacionamento. Os estacionamentos, aliás, se tornaram tão rentáveis que vários terrenos em lugares estratégicos da cidade têm sido vendidos por valores generosos com essa finalidade tão lucrativa. A exemplo disso temos o bairro São José, onde concentra a maior parte das clínicas e hospitais de Aracaju. Cada metro quadrado é disputado entre usuários e taxistas e, claro, não tem espaço para todo mundo, sendo inevitável o uso dos estacionamentos, que cobram em média R$ 5,00 por turno, mesmo que você passe apenas 10 minutinhos, porque você desceu para buscar um exame. Muitas vezes, a opção de guardar o carro no estacionamento é devido à falta de segurança em determinados pontos da cidade. Eu mesma, já sofri até ameaças de flanelinhas.
Mas, voltando aos shoppings centers, não é prática habitual desses centros comerciais cobrarem por vagas de estacionamento aqui em Sergipe. Porém, quem passa pelas redondezas, já deve ter observado que as entradas foram reformadas, para a instalação de “catracas”. De acordo com a assessoria de comunicação do Shopping Jardins, as catracas são apenas para garantir a segurança dos clientes. Será mesmo?
As opiniões têm sido bastante divididas. Para alguns, a medida irá garantir maior segurança no caso de roubos dentro dos estabelecimentos. Com a cobrança, os shoppings terão de se responsabilizar pelos prejuízos, tendo a obrigação de ressarcir os clientes. Eu discordo. Não existe gratuidade nas relações de consumo! Tudo tem um custo, custo esse embutido no preço dos produtos e serviços oferecidos pelos shoppings! O cafezinho do restaurante também não é cortesia e os brindes das lojas também não são gentilezas dos vendedores! Nenhum fornecedor ou lojista sai perdendo. Com os shoppings é a mesma coisa.
Segundo o Código do Consumidor essa é uma prática ilícita. As vagas são um direito da população.
O que nós vamos fazer? Não esqueça ao sair de casa de acrescentar além do dinheirinho do sorvete, as moedas para os ataques dos flanelinhas em todos os sinais da cidade, o dinheiro do parquímetro quando for ao trabalho, o dinheiro do estacionamento do shopping quando você for pagar aquela conta de luz e o dinheiro do estacionamento da universidade quando for para aula a noite. E cuidado, logo entrarão nessa lista os supermercados e restaurantes.

Eles são todos Sarney

Mais um escândalo de corrupção é noticiado em Brasília. Como se não bastasse às viagens dos senadores para o exterior a passeio com seus familiares, com tudo pago pelo povo, vieram à tona as denuncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), da contratação de parentes e amigos por meio de atos secretos a desvio de verbas através de contratos fraudulentos entre a fundação que leva seu nome e a Petrobras.

Os fatos não são novos, o que impressiona é a quantidade de denuncias que atingem Sarney e a maioria dos senadores. Arthur Virgílio, líder do PSDB na casa, mantinha um funcionário fantasma em seu gabinete e havia tomado um empréstimo de US$ 10 mil do então Diretor-Geral do Senado, Agaciel Maia. O próprio presidente do PSDB, Sérgio Guerra, pagou uma viagem da filha à Nova Iorque com dinheiro do Senado.

O acordão montado para salvar Sarney contou com a intermediação direta do Presidente Lula, pois o governo precisa manter a aliança eleitoral com o PMDB para as eleições de 2010. Por outro lado, a oposição de direita (PSDB-DEM) não podia seguir com as denuncias contra Sarney porque estão envolvidos nos mesmos esquemas de corrupção. É o sujo falando do mal lavado.

A crise instalada demonstra que o Senado é uma instituição reacionária que deve desaparecer. Sua estrutura funciona para perpetuar seu caráter corrupto. Seu regimento, criado nos tempos da ditadura, tem artigos como o 197 que prevê sessão secreta para a cassação de senadores. A falta de democracia começa na eleição dos senadores que ocorre sem levar em conta qualquer regra de proporcionalidade, ou seja, a quantidade de habitantes de determinado estado para eleger seus senadores. Cada estado tem três senadores e pronto. O tempo do mandato é outro prestígio dos senadores. É o dobro do tempo de um deputado federal. São oito anos com total imunidade parlamentar, sem poder responder a qualquer processo na justiça comum. Assim, os senadores podem fazer a farra com o dinheiro do povo.

A “democracia” atual é profundamente antidemocrática, com seus representantes eleitos pelo poder econômico, o Senado é o exemplo disso. Não é a toa que as figuras mais bizarras da política nacional como José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros estejam lá. Não foi por menos que Antonio Carlos Magalhães tenha feito do Senado sua casa.

Acabar com o Senado é acabar com o clube de mafiosos que só votam medidas contra os trabalhadores. É possível funcionar com apenas uma câmara legislativa, onde os parlamentares tenham mandatos revogáveis.

A fala do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) à imprensa no auge dos escândalos, “é o que todos fazem”, deixa explicito o que é o Senado brasileiro. No fim das contas, eles são todos Sarney.


Paulo Roberto dos Santos Aguiar

Comunicação Social/Jornalismo

UNIT – 2º período

domingo, 30 de agosto de 2009

É HORA DE MUDANÇA!!!

O futebol sergipano há muito tempo não vive um bom momento, e o seu torcedor depois da campanha da Associação Desportiva Confiança na “série C” do campeonato nacional em 2008, no embalo do ”vamos subir dragão!!!”, ficou com um gostinho de quero mais. A equipe proletária não conseguiu seu objetivo maior, ascender à “série B”, porém se manteve na “série C” para 2009. Já o Club Sportivo Sergipe, que participava também da “série C” em 2008, teve a sua saída precoce da competição, quando por falha administrativa, escalou o jogador Chicão numa determinada partida, o qual não poderia ter jogado. Assim sendo, o problema foi se parar no Tribunal da CBF, Confederação Brasileira de Futebol, e o veredito foi a saída do clube sergipano da competição.
Será que o nosso futebol é de fato profissional? Em pleno século XXI e as atitudes não evoluíram, a falta de visão profissional, o conformismo patético, são alguns dos fatores que tornam o cenário esportivo sergipano, em particular no futebol, cada vez mais caótico. A imprensa esportiva, em especial a radiofônica, carrega nas costas os clubes. Diversas promoções são feitas nos programas esportivos com a finalidade de incentivar os torcedores a prestigiarem as equipes. Torcedor esse, que já de há muito tempo, vem desconfiado, sem querer dar crédito aos nossos representantes, principalmente em competição nacional. E quando surge uma chance de reverter o quadro obscuro, deixam escapar pelas mãos, ou melhor, pelos pés.
O que fazer para conquistar a credibilidade do torcedor? Administrar com coerência, equilíbrio e transparência com visões futuristas, poderão ser ingredientes fundamentais para a redenção e ascensão do pobre futebol sergipano. Um futebol que ainda não decolou no cenário nacional. Pra piorar a situação, o Confiança depois de deixar escapar o acesso à segunda divisão do campeonato brasileiro em 2008, em 2009 na “série C” a equipe proletária teve um desempenho desastroso, com contratações equivocadas e parcerias fracassadas, que a levaram a cair para a quarta divisão nacional (série D) em 2010. Agora, o nome da vez é o Sergipe, que está a disputar a quarta divisão do campeonato nacional, a chamada “série D”, em sua primeira edição. Já classificado para a terceira fase da competição, o objetivo maior é chegar à “série C” de 2010, esse será o maior prêmio para o clube e o maior presente para sua torcida no ano do seu centenário. No embalo do “vamos subir gipão”, a expectativa em particular da torcida do Sergipe, é a conquista dessa proeza. Uma coisa é certa, o torcedor não aceita, nem admite mais uma decepção. Portanto, a hora é essa, é preciso ter atitude e mostrar que temos condições de se impor perante equipes de outros estados com maior repercussão nacional. Afinal o torcedor sergipano já deu provas, que quando a fase é boa, ele comparece e prestigia. O esporte sergipano agradece e o Estado de Sergipe só tem a ganhar com as conquistas, a exemplo da seleção sergipana de futsal, que conquistou o título nacional pela primeira vez, frente aos paranaenses, neste último domingo, 30/08/2009. Esperamos que o futebol sergipano dê a volta por cima e volte a ocupar o lugar de destaque de onde nunca deveria ter saído, porque é hora de mudança, impreterivelmente já! Pra frente gipão!.



José Neverton dos Reis Matos
Universidade Tiradentes – UNIT
Jornalismo – 5º Período

DUELO DE TITÃS

No mês de agosto presenciamos mais um combate exaustivo entre duas grandes potências midiáticas do nosso país. O conflito explodiu quando o Jornal Nacional iniciou a edição do dia 12 de agosto apresentando uma reportagem onde o Ministério Público solicitava ajuda internacional para rastrear as movimentações financeiras na investigação de lavagem de dinheiro contra o Bispo Edir Macedo.
Enquanto a Rede Globo exibia a matéria de exatos 9 minutos e 31 segundos, a Rede Record já apresentava a sua versão dos fatos. Versão essa que não abordava o conteúdo da denúncia contra o fundador da emissora de TV e sim alfinetava a rede televisiva concorrente, “Crescimento da Rede Record incomoda a concorrência”, anunciava a jornalista e ex-global Ana Paula Padrão.
A partir desse episódio o duelo foi declarado e os telespectadores ficaram expostos em meio a um campo de batalha. Cada adversário utilizava a informação como escudo, as trocas de novas acusações eram lançadas para o público como verdadeiras bombas, pelo menos essa era a intenção, causar efeitos bombásticos diante dos brasileiros.
Eis as munições utilizadas nesse duelo de titãs: A Rede Globo, representada pelo Jornal Nacional, cita reportagem do jornal O Estado de São Paulo que teve acesso a documentos, que comprovariam a investigação de que a Igreja Universal do Reino de Deus desviava recursos de fiéis para a compra de veículos de comunicação. Segundo a matéria, oito empresas de comunicação, entre elas a rádio e TV Record estão entre as dez beneficiárias de transferências eletrônicas ou depósitos bancários que saíram da Igreja do Bispo Edir Marcedo. Para rebater as acusações a Rede Record, representada pelo Jornal da Record e pelo programa Repórter Record, veiculou três reportagens contendo denúncias graves contra a emissora adversária. A matéria denunciava que “A família Marinho sempre usou a emissora a favor de seus interesses pessoais”, disse o texto, que também apontou a suposta perseguição da TV Globo à Lula, citando, por exemplo, o debate de 1989, contra o então candidato Fernando Collor de Melo.
Mas, afinal de contas o que ou quem está por trás desse conflito? Quem está falando a verdade? Quem é o sujo e quem o mal lavado dessa estória? Quem de fato é a vítima desse enredo? No final das contas a vítima somos nós, que ficamos reféns dessa guerra de gigantes, e que por sinal não temos obrigação nenhuma de assistirmos esse confronto puramente de joguinhos de interesses.
A TV Globo se apóia numa imagem de credibilidade e compromisso com a informação, que construiu frente aos brasileiros durante quatro décadas. De fato a grande massa do nosso país tem a Rede Globo como referência, isso é esperado já que a emissora atinge 97,3% do território brasileiro. Mas, a Globo sendo uma empresa não pode deixar de se preocupar com o fato de que a Record hoje é segunda rede brasileira em audiência, conseguiu dobrar seu faturamento publicitário, deu início a sua própria indústria de dramaturgia, além de tirar 60 jornalistas da TV Globo com ofertas salariais três vezes maiores do que recebiam. Sendo assim, a preocupação a nível mercadológico é uma realidade.
Depois de uma semana de denúncias e replicas o duelo de titãs foi cessado, pelo menos por enquanto ou pelo menos diante das câmeras. Dessa maneira nós, telespectadores que acompanhávamos o embate, ficamos sem saber em que resultou tantas acusações referentes à Globo e a Record. A justiça irá julgar as acusações? Alguma medida será tomada? E caso isso aconteça seremos informados? Se for do interesse dos veículos sim.
É importante termos consciência que “Nenhum império universal ou estrutura global são eternos. Nem precisamos assistir os telejornais para sabermos disso, basta observarmos a história” (Eduardo Pena).


DANIELA SAMPAIO
UNIVERSIDADE TIRADENTES
5º PERÍODO JORNALISMO

Se o governo não divulga, faço a minha parte!

Quem já ouviu falar da campanha de doação de sangue do governo federal? Muita gente, com certeza. Mas o que importa saber mesmo é quem já ouviu, pelo menos uma vez, sobre a campanha federal de doação de medula? Com certeza o número de pessoas informadas sobre o assunto cai. O estado brasileiro tem uma campanha em vigor, isso mesmo, ela está em prática ou deveria, desde o ano de 2000.

No Brasil, cerca de 1,5 mil pessoas precisam de transplante de medula óssea por dia. Na maioria das vezes, os receptores sofrem de doenças como leucemia, aplasia da medula óssea ou doenças oncológicas. A dificuldade de salvar a própria vida é constante. Para ter uma ideia, a probabilidade de um parente de primeiro grau ser um doador é de apenas 25%. Se esse doador não for da família, a estatística diminui ainda mais. A possibilidade de encontrar um doador compatível aumenta para um em 100 mil. Porém, pode ser ainda pior. Dependendo das características genéticas do paciente, a probabilidade de achar alguém pode chegar a um em um milhão.

Para que essa situação seja revertida, é preciso que os nossos governantes deem continuidade com a campanha “Seja um doador de Medula Óssea” criada pelo Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (INCA). No Brasil existem somente 760 mil pessoas cadastradas no banco do Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Ler esse número leva-nos a pensar no objetivo traçado pela campanha. Será que os idealizadores da mobilização se contentaram com o mísero número de pessoas cadastradas no REDOME? Fica a pergunta no ar.

Saindo da esfera federal e entrando na estatal, não é possível ver grandes mudanças. Em simples pesquisa em um site de busca, foi observado que a última notícia que se teve sobre divulgação da campanha de doação de medula em Sergipe foi em 2007. Em visita ao Centro de Hemoterapia de Sergipe (HEMOSE) é notável a falta de preparação dos funcionários. Estes não sabem dizer ou explicar um cartaz da campanha de doação de medula que está localizado em frente à porta. Pode parecer mentira, mas dentro do HEMOSE existe um enorme banner divulgando a campanha “Seja um Doador de Medula Óssea”.

Parece revoltante, mas temos que conviver com essa indiferença ou será falta de preocupação dos dirigentes. com a população? Existe um ditado popular que retrata bem essa falta de interesse dos nossos governantes em divulgar essa importante campanha. O ditado diz assim: "não foi com um parente dele, por isso que não dão importância". Continuaremos a mercê dos políticos até o dia em que nos conscientizar e parar de votar em troca de alguma coisa.

Como Doar

As pessoas que estão aptas a fazer a doação de medula, ou seja, com idade entre 18 e 55 anos, devem aparecer à Central de Hemoterapia de Sergipe munidos de carteira de identidade e um comprovante de residência. Lá, será recolhido uma amostra de (10ml) de sangue para o teste de compatibilidade (HLA). Os dados juntamente com o resultado do teste serão adicionados ao Registro de Doadores de Medula Óssea e o voluntário ficará à espera de um receptor que tenha características genéticas compatíveis. O HEMOSE está localizado na av. Tancredo Neves s/nº, no bairro Capucho e seu horário de funcionamento é de segunda a sexta das 7h30 à 17h30. Assim que for encontrado um paciente compatível, o doador será convocado a comparecer no HEMOSE, onde repetirá o HLA e outros testes sanguíneos. Se for confirmada a compatibilidade, o voluntário passará por testes clínicos e só então será retirada uma amostra da medula equivalente a uma bolsa de sangue.


Autor: Wilson Rodriguez
5º período de Jornalismo
Universidade Tiradentes

Médico ou monstro?

Quem não está acompanhando o caso do especialista em fertilização Dr. Roger Abdelmassih deveria acompanhar. Independente de serem homens ou mulheres e, principalmente, aquelas pessoas que sonham em constituir uma família através dos tratamentos de fertilidade. Este senhor está sendo acusado de estupro e atentado ao pudor a mais de 50 mulheres, podendo ter cometido os abusos desde os anos 70.

Os dias passam e novas vítimas surgem, tomam a iniciativa para denunciá-lo fazendo com que as acusações sejam reforçadas. As pacientes só ganharam coragem e força em se confessar vítimas quando houve uma denúncia séria do Ministério Público. Elas não estavam mais sozinhas, agora não mais seria a palavra de uma mulher anônima contra a palavra de um médico conceituado. Roger alega inocência. “As denúncias eram fruto de fantasia, provocada pelo anestésico”, afirma Abdelmassih. Mas, se tudo não passa de alucinações porque tantas mulheres o denunciaram? Como os abusos sofridos por elas são idênticos e sem uma vítima conhecer a outra? Seria muita coincidência.

O motivo pelo qual torna o caso surpreendente é o fato de uma pessoa, dentro da profissão, manipular mulheres ansiosas para se tornarem mães, fazendo-as passarem pelo vexame de serem violentadas e atentadas ao pudor quando estavam em uma posição sem poder de reação física e psicológica. Talvez as vítimas não tivessem prestado queixa antes por sentirem vergonha, humilhação, revolta, nojo e culpa. Agora imaginem esse misto de sentimentos somado ao desejo de engravidar. É uma carga emocional bastante pesada para um ser humano e é ainda pior quando não tem seu sonho realizado ou perdem completamente as chances de darem a luz. Como se não bastasse o advogado de defesa diz que deve-se levar em consideração as 20 mil pacientes tratadas pelo doutor e não a quantidade de vítimas. Antes de tudo não podemos esquecer os atos fora da ética médica exercidos por Dr. Roger, poderia ter sido apenas uma vítima, mas, ele tem o dever de responder e pagar por seus erros.

Com base nesta polêmica vai o alerta aos casais ansiosos por serem papais e mamães: prefiram entrar juntos ao consultório, prestem bastante atenção e perguntem sobre detalhes da técnica utilizada pelo profissional e permaneçam unidos quando o especialista for fazer a inseminação, pois, pára quem não sabe, o companheiro pode acompanhar todo procedimento. Pode até parecer exagero esses cuidados, no entanto, não nos esqueçamos que o mais famoso médico em fertilização do Brasil não aparentava ser um violentador sexual e fez atrocidades com suas pacientes.

Lucivânia Pereira
Universidade Tiradentes
Jornalismo - 5º período

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Personal Assessor


Tornar uma empresa pública ou privada fonte de informação através dos veículos de comunicação, tem potencializado o interesse dos profissionais como jornalistas, publicitários e áreas afins pelas assessorias de imprensa a largos passos, o mercado tem absorvido essa categoria, e a partir dessa necessidade vamos explorar o desejo e a imperativa atuação dos comunicólogos para pintar o “sete”.
O chamado jornalismo empresarial como estratégia, eficiente e criativo tem atraído atenção de empresários por um planejamento voltado para seu público alvo bem como monitoramento de notícias e analise de cenários e tendências, como emissão diária de boletins customizados e analíticos, onde apresenta parâmetros e resultados formosos. São programas de gerenciamento de crise; a criação de manuais internos de conduta, avaliação de riscos de imagem, pesquisa e programas de imagem externa, são as principais atribuições do personal assessor.
Aqueles eventos, só não ver quem não quer promovido, para nada mais, nada menos com o intuito para promoção de reuniões, lançamento de marca e produtos, as publicações empresarias em formatos tradicionais, boletins informativos voltados (público interno e externo), também somam elementos que popularizam a imagem daquele chefe camarada, que só se houve falar, porque patrão de carne em osso, só dentro de carros blindados longe de tudo e todos, inclusive daqueles que juntos, com trabalho cotidiano dão seu suor, para minimizar os pontos negativos que ficam entre os murros e não deixar as cair as mascara, o personal assessor desmenti falências e colorir ainda mais a mocinho da história. E que mocinho!
O comunicólogo, ou melhor, dizendo personal assessor não deve abrir mão de pesquisas de novos formatos de mídias; o exemplo dos busdoor, outdoor, a já popularizada mídia externa, entre outros veículos audiovisuais, sempre lembrados que contribuem pelo interesse da massificação por marcas, produtos, segmentos de empresas, imagens e entidades públicas.
O personal assessor deve acima de tudo manter um relacionamento pacífico com a imprensa escrita e falada, entender o que interessa fazer saber e quem são os jornalistas que farão a informação acontecer ou derrubar qualquer um em fração de segundos. Exige a combinação de levantamento de alta estima e esforços para unir dados que somados deixam o povo tomar conhecimento de maneira segura, manipulando assim julgamentos independentes. Um bom personal assessor deve responder a todos os pedidos de informação de órgãos de imprensa legítimos, mesmo que a resposta seja um simples “Tenho que lhe retornar depois”, é um exercício diário para manter a boa forma, mesmo que em algumas oportunidades tenha que apelar para anabolismos.
A comunicação pública sem sombra de dúvida é o maior desafio de um assessor de imprensa, não deve se restringir a ações unilaterais no contato com a mídia, com o objetivo de dissimular a empresa, entidade ou pessoa acessíveis, buscar a imprensa apenas quando a situação lhe interessar não seria uma boa estratégia, mas promover um relacionamento efetivo com os veículos de comunicação e, por extensão, com os jornalistas todos são recompensados.
Temos que procurar ao máximo não cometer deslizes porque não interessa se você passou cinco anos trabalhando corretamente, pois um único erro que você deixar passar pode custar muito caro.

Andréa Lima
5º Período - Jornalismo
Universidade Tiradentes

O MESMO DO MESMO

Estamos quase chegando ao mês de outubro. A partir daí, só faltarão 12 meses para mais uma eleição. Em 2010, os brasileiros voltarão às seções eleitorais para escolher o presidente da república, governador, dois senadores, e deputados federais e estaduais. A cada dois anos, o país é contagiado pela euforia das eleições. Também pudera. Uma nação que passou mais de vinte anos sem eleger seus representantes, devido ao Golpe Militar de 1964, ainda mantém o momento do voto como objetivo principal da tão sonhada mudança.
Pelas terras do Cacique Serigy, a movimentação política já começou (ou será que ela é constante?). Não é raro por estes dias ouvirmos nos programas de rádio ou lermos matérias de jornais e da internet, sobre as eternas brigas entre os dois principais grupos políticos de Sergipe. De um lado, a oposição que sonha em voltar ao poder, mesmo ainda possuindo uma imagem do passado, que estagnou no tempo e pouco representam o sentido da novidade no poder. Do outro um grupo que tanto pregou a mudança, contudo, o que acompanhamos é um marasmo na estratégia de por em prática o que a teoria cansou de bradar nos comícios e movimentos sociais. Esteticamente tudo parece ser “a mudança”. Mas no fundo o que ocorre é a repetição de fatos que tanto o grupo “do novo e do moderno” pregou.
Basta aparecer uma denúncia e pronto: a guerrilha de ambos os lados inicia o bombardeio. E foram vários pavios acesos nestes últimos anos: Mensalão, Sanguessugas, Navalha, Caso Eunice Weaver, “Mamador de tetas do Governo”, entre outras estórias, as quais o povo sempre ouve no pré-período eleitoral. Denúncias de um lado e de outro. E o povo? Onde fica o povão? Infelizmente, por uma cultura de conformismo, com o sentimento de que “um dia vai melhorar”, a população é obrigada a engolir toda esta asneira que a politicagem barata oferece. Já não dá mais para acompanharmos a imprensa sem que as notícias que vêm de Brasília ou de nossos poderes locais não sejam pessimistas sobre nossos representantes. Virou cena comum arquivar denúncias, discussões nos plenários, entre outros casos reprováveis. A política, que deveria ser o meio de discussão entre os poderes e cidadão comum, virou motivo de escândalo na sociedade.
O que resta ao povo fazer? Quais os meios de sair de mais um lamaçal que nosso país atravessa? Onde estão os sonhos de mudança do passado? Onde estão os “cara pintada”? Enfim. Onde está o Brasil que queremos?
A triste realidade é que o povo continua a acompanhar a mesmice a cada ano com o eterno ar de passividade. As mesmas figuras permanecem no poder com um discurso repaginado, mas as práticas não revelam o que há por trás. E já pensam em colocar os seus rebentos – filhos, netos, sobrinhos – para dar continuidade às famílias da política do mesmo. Enquanto o picadeiro da política é armado, a população é convidada a ficar sentada na arquibancada, observando sem reação alguma. Em alguns casos até torcendo para que determinada figura política seja a solução, mas logo se frustrando após perceber que aquilo que era tão “collorido”, na verdade foi uma tremenda ilusão.
Enquanto o povão continuar passivo, mergulhado na acomodação, sem lutar e cobrar pelas promessas, a situação política do Brasil só tende a naufragar ainda mais. As figuras do poder continuarão nesta dança das cadeiras interminável sem que haja a cobrança pelos direitos ou a punição pelos erros. O circo termina, a lona é temporariamente desarmada, mas logo volta a funcionar com os ataques do grupo do mesmo. Ou seja, sempre será a continuidade do mesmo do mesmo do mesmo.


Rozendo de Aragão Sá
Universidade Tiradentes
5º Periodo de Jornalismo.

Isenção da taxa do vestibular para alunos da rede pública

Editorial:

Publicada: 28/08/09

As escolas da rede pública por muito tempo passam por uma crise do déficit de aprovações dentro da Universidade Federal de Sergipe, mas essa cena esta se transformando com as atuais mudanças propostas pelo Governo. Além das cotas para alunos da rede estadual o Governo quer fazer com que seus alunos desde a entrada no ensino médio até a sua saída estejam familiarizados com todo o processo de seleção.
Prova disso foi a isenção do pagamento da taxa de vestibular dos cinco mil alunos do curso pré-universitário da Secretaria de Estado da Educação (Seed). A intenção do governo com isso é proporcionar que estudantes da rede pública tenham mais oportunidades de ingressar em um curso superior.
Além dessa ação de incentivo o governo também já investiu em várias outras ações, como palestras sobre escolha profissional e o mercado de trabalho, além de simulados e revisões, que estão sendo realizadas para familiarizar o aluno do Pré-Universitário com o Processo Seletivo Seriado (PSS), em suas três fases (PSS I, PSS II e PSS III).
A isenção da taxa do vestibular para esses alunos é uma ação que já vem ocorrendo em algumas capitais do Brasil e o Governo do Estado de Sergipe resolveu acompanhar essa evolução.
Todas essas atitudes refletem em fazer com que esses jovens, muitas vezes carentes, se sintam dentro do universo do ensino médio e seguidamente nas universidades, extinguindo as diferenças dentro dos cursos acadêmicos e no mercado de trabalho.
É importante lembrar que a construção de um ambiente atrativo pra os jovens da rede pública influência diretamente na escolha dos mesmos por optarem por ter um curso profissionalizante em uma faculdade, pois muitos saem do ensino médio e vão arranjar trabalho, seja por necessidade ou por opção. Desvirtuando um possível futuro profissional de nível superior. Garantindo-lhe mais renda e melhores condições de vida.
Essas ações já podem ser assistidas com os resultados do inicio do ano de 2009, onde a rede pública estadual registrou 2.242 aprovações de alunos no vestibular de diversas instituições, seja na modalidade presencial ou à distância. Desse total, 1.179 foram na Universidade Federal de Sergipe.
Com isso existe uma luz no fim do túnel quanto as escolas do ensino público, onde as mudanças não mais começam a partir da Universidade e sim dentro das próprias escolas incentivando a esses estudantes um futuro melhor.



Ana Paula Passos
Universidade Tiradentes - UNIT
Jornalismo – 5٥ Período

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Chegada...

Olá, sou o Opinando - blog da turma de Jornalismo 2007.2 da Universidade Tiradentes (UNIT).
Vamos opinar.
Saudações