quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Envolvimento Profissional

Envolvimento Profissional

Numa sociedade movida pelo ser e ter, envolver-se profissionalmente na função que se exerce, acaba, de certo modo, conquistando alguns tipos de mal-estar com colegas de trabalho. O que para alguns é satisfação em se dedicar num mergulho de corpo e alma no exercício de uma atividade, para outros a visão desse comportamento já é bem diferente, acredita-se que quem assim o faz está pleiteando um espaço melhor dentro do ambiente da empresa.
É muito comum, dentro das relações de trabalho, a ocorrência de olhares de repulsas, cochichos, indiretas e às vezes até frases diretas mesmo, com teor crítico destrutivo. Afinal o fato de querer desempenhar um papel como se a empresa fosse sua é o suficiente para incomodar aqueles que se dão por satisfeitos com a forma que desempenham as suas funções no seu trabalho. Isso quando a situação não se transforma num verdadeiro ódio mortal.
Em geral, associam-se questões como o salário que recebem, a carga horária que trabalham ao tipo de envolvimento profissional do funcionário. A situação é tão incômoda para quem enxerga assim que boicotes, sabotagens e atitudes de natureza perversa são praticadas com a finalidade de desmoronar o trabalho daquela pessoa que entendeu que deveria doar-se um pouco mais.
Porém não se pode descartar o direito de quem se realiza em doação a mais àquilo que faz, pelo prazer de desenvolver e crescer com a sua profissão e, assim sendo, contribuir para a o desenvolvimento da empresa. Afinal a sua reputação também é questionada através da forma como se comporta diante da suas responsabilidades pertinentes à função que desempenha, assim como diante dos seus subordinados, dos colegas e da sociedade em geral.
Uma coisa é certa: o profissional que se envolve anda antenado às necessidades que a empresa a qual ele faz parte precisam ser supridas. Engaja-se totalmente com o objetivo não necessariamente em ser o destaque, mas de colaborar com uma causa maior, ainda que financeiramente o reconhecimento por essa dedicação não ocorra. A sua missão no seu entendimento é apenas fazer diferente, quem sabe até seja o seu marketing pessoal, porém ele não espera rios de elogios. É possível que você conheça alguém assim, por mais utopia que pareça, mas profissionais assim ainda existem, são poucos é bem verdade, ainda mais nesse capitalismo selvagem vigente na sociedade.
José Neverton dos Reis Matos – Jornalismo 5° Período

4 comentários:

  1. O texto sobre envolvimento pessoal, postado por José Neverton é tudo o que ocorre em nossa “selva de pedra”, chamada sociedade. Quando alguém é visto fazendo algo de importante em um determinado grupo, já passa a ser a inveja de alguns. O crescimento de uma pessoa envolvida pelo espírito de equipe, infelizmente, não é bem visto no nosso dia a dia.
    A turma do “puxa-saquismo”, que vive como parasita, ao lado do chefe ou de outro líder, tem raiva quando vê alguém se destacando com os próprios esforços. Pobres de espírito. Pensam que com a “peixada”, vão galgar altos cargos ou ser bem visto pelos outros. Aquele que se envolve, tem uma visão maior do processo evolutivo, seja onde estiver.
    Na sociedade, por mais complicado que seja, só vence que trabalha com gosto na área. Coloquemos o exemplo da nossa. Se formos observar as condições salariais do comunicador, comparado com o que se trabalha (aqui e no restante do Brasil), as vezes chega a ser desalentador. Mas se o trabalho é feito com gosto, com garra e vontade de crescimento (tanto da empresa quanto da própria pessoa), o trabalho se torna prazeroso.
    É ai que mais uma vez entra em campo a equipe do “vampiro” (para chupar o sangue de quem quer vencer profissionalmente). O que se monta de armadilhas, sabotagens e mentiras para derrubar a pessoa não é brincadeira. Às vezes parece uma grande trincheira de guerra. Tudo tramado nos mínimos detalhes para que a queda do bom profissional que se envolve seja fatal. E isso não acontece nas empresas não. Acontece em associação de moradores, sindicatos, instituições religiosas (em alguns casos pregam o bem a todos e fazem o contrário) e, infelizmente, até em algumas de nossas faculdades. Estes locais deveriam ser o exemplo de crescimento em equipe, mas às vezes a “euquipe” ou os “grupos fixos” tendem a derrubar as pessoas que gostariam de ver a evolução dento da aera acadêmica. Se for assim no meio de estudos, como é que vai ser na parte profissional?
    O importante é se envolver, na profissão, nos estudos ou naquilo que seja de importante para o crescimento pessoal. O mercado está de olho nas pessoas que buscam o seu espaço, mas buscam de forma consciente, sem querer passar por cima, feito rolo compressor. Apesar de estar em falta no nosso convívio diário, uma palavra deve nortear as pessoas que se envolvem na área profissional: a ética. Quem só prega e não pratica, é uma pessoa sem caráter, por mais que seja “para o bem comum” de determinada pessoa.
    Em meio a esse capitalismo selvagem, citado no texto de Neverton, quem não tiver ética e força de vontade, será excluído do meio social. E não adianta depois dizer que tem “peixada” para vencer na área que se quer, pois como diz o ditado, “caiu na rede, é peixe”, às vezes pescado da pior das formas.

    Rozendo Aragão
    5º período de Jornalismo
    Universidade Tiradentes.

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  2. O texto escrito por José Neverton sobre envolvimento profissional é realmente o que se pode perceber nos dias atuais na maioria das empresas. O ser humano busca emprego que satisfaçam seu interesse e que ele se identifique com as suas habilidades, mas no momento em que percebem que o ambiente não lhe renderá bons frutos, aí entra a decepção.

    Um local que deveria ser de tranqüilidade e harmonia se torna um ambiente de muita disputa e deslealdade. Aquele que chega com todo o gás e motivação para desenvolver seu papel e com isso, levar a empresa a obter o sucesso é visto com maus olhos.

    Mas porque isso é tão freqüente? Na verdade não se sabem ao certo, mas acredita-se que os “acomodados” na profissão que exercem não se dão por satisfeitos em presenciar um colega de trabalho dando o melhor de si, pois para ele, isso só ocorre pela vontade de se “promover” ou conseguir um aumento de salário no fim do mês. A satisfação profissional está efetivamente ligada aos laços de relacionamento com os colegas de profissão, e saber lidar com as diferenças é o primeiro passo para que haja uma diminuição das desavenças.

    Esses “invejosos” são considerados pelos colegas como problemáticos e que gostam de apontar as falhas dos outros, mas quase nunca admitem seus erros. Estão sempre se passando por vítimas e apresentam dificuldade em se relacionar com as pessoas, por serem excessivamente críticos. Mas essa atitude não é só presenciada no comportamento do colega de trabalho, mas também, influi no desenvolvimento da empresa que não se destaca no mercado e perde cada vez mais a credibilidade do cliente.

    Para que o sucesso da empresa se torne evidente, faz-se necessário que haja um entrosamento entre os profissionais, pois somente assim, a empresa e os que nela desempenham o seu papel conseguirão prosperar e obter o sucesso desejado. Um ambiente de harmonia e união trará benefícios a saúde de todos, gerando lucro e satisfação a empresa e a quem nela trabalha.

    Aisla Vasconcelos
    5º Período de Jornalismo
    Universidade Tiradentes

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  3. Envolver-se profissionalmente é aplicar a experiência do profissional na empresa em que trabalha. É preciso utilizar-se do bom senso e não deixar que as influências negativas atrapalhem seu ambiente de trabalho. Para isso é preciso senso de humor, humildade e competência. Além disso, a pessoa que se dedica para fazer o trabalho da melhor maneira, acaba trazendo benefícios para a empresa e supre as necessidades da mesma.

    Nos setores e repartições das empresas existem três tipos de profissionais: Aqueles que estão na empresa, mas são totalmente fechados e fazem o trabalho sem se envolver com a missão e os problemas da mesma; os que executam seu trabalho de maneira egoísta e sigilosa no intuito de ser o detentor do saber, privando seus colegas de maiores informações a cerca do serviço. Geralmente estes profissionais trabalham mal humorados; e aqueles que vestem a camisa da empresa e estão sempre dispostos a colaborar com todos os colegas de trabalho, desempenhando suas funções com entusiasmo, passando aos outros uma motivação constante. Esse último, assume os erros, tenta corrigir e faz o trabalho da melhor maneira na empresa.

    O profissional que veste a camisa da instituição, desempenha seu trabalho com honestidade e compromisso e tem o reconhecimento do chefe, de certa forma, acaba sendo mal visto pelos colegas. Ele é o competente que ama o que faz, que se envolve e traz benefícios para a empresa. Segundo o texto do colega estudante de jornalismo, Neverton Matos, o envolvimento profissional eleva a empresa e o trabalhador que se envolve com a filosofia e os princípios da instituição.

    Se você ama o que está habilitado a fazer e nos momentos mais difíceis aprende a superar seus limites visando se adequar a sua nova realidade, certamente será considerado um bom profissional. Conseqüentemente, com esse comportamento ético de alto profissionalismo, você receberá o reconhecimento dos seus superiores que certamente te recompensará de alguma foram, evoluindo como ser humano e melhorando sua condição social.

    Renato D Ávila Moura
    5º período de Jornalismo
    Universidade Tiradentes

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  4. O individualismo e a meritocracia,típicos da sociedade em que vivemos, dificulta a possibilidade de haver um envolvimento maior entre as pessoas e seus trabalhos. Esse é o pressuposto que abre o texto do colega Neverton dos Reis. Não é preciso fazer grande esforço para verificar a veracidade dessa informação. Porém, faz-se necessária uma análise um pouco mais profunda do mundo do trabalho para compreender essa problemática.
    O trabalho é fundamental para a existência da humanidade. É através dele que nos tornarmos homens e mulheres e nos diferenciamos dos outros animais. Todavia, o trabalho é aplicado no capitalismo de forma a alijar o homem do produto final. Dessa maneira, somos levados a não nos reconhecermos no fruto do nosso labor. Trabalhar, então, torna-se um fardo. Por conta disso, quem se dedica inteiramente à sua profissão é tido como estranho.
    Estranhamento. Essa é a relação que temos hoje com nossas atividades laborais. Não escolhemos profissões pensando na realização pessoal. Nessa escolha, pesa mais o fator financeiro. Essa é a lógica que o “capitalismo selvagem” nos impõe. Portanto, tendo em vista que as pessoas são produtos históricos da sociedade, é preciso enfatizar que a ‘culpa’ da situação apontada por Neverton é da sociedade capitalista, e não dos indivíduos isoladamente. Só mudando a sociedade, mudaremos esse quadro.

    Paulo Roberto dos Santos Aguiar - 2º período
    Universidade Tiradentes
    Comunicação Social/Jornalismo
    Edição
    Profª Susane Vidal

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